Coleciono rancores. Desejos coisas ruins, Cuspo na maioria dos pratos que já mataram minha fome. Gosto da Inveja, da cobiça, de planos mirabolantes para destruir o que precisa ser derrubado. As peças inúteis que obstruem caminhos no tabuleiro onde sobrevivo. Eu: acho o amargo o melhor que o doce. A vingança mais sábia do o perdão. O Olho por olho mais justo do que a inocência ridícula da compaixão. Eu falo trás esquentando orelhas. Beijos faces indigestas com a doçura de Judas. Escondo raiva atrás dos silêncios, o ódio debaixo dos sorrisos. As facas afiadas nas mãos de trás. Há anos envio buquês que escondem plantas carnívoras. Cartas com artefatos explosivos. Flores de mentira que expiram água no meio das caras. Gosto da umidade das cavernas. Do escuro dos quartos fechados. Do silêncio das ruínas. Do Vazio das gavetas mofadas. Eu: preciso do sossego do meu ninho. Das outras cobras perigosas. Eu: se for cutucado, aviso: não há antídoto para o meu tipo de veneno.