sábado, 16 de maio de 2009

Fazer o que Gosta


A escolha de uma profissão e o primeiro calvário de todo adolescente. Muitos tios, pais e orientadores vocacionais acabam recomendando “fazer o que gosta” e um conselho confuso e equivocado. Empresas pagam profissionais para fazer o que a comunidade acha importante ser feito, não aquilo que os funcionários gostariam de fazer, que normalmente e jogar futebol, ler um livro ou tomar um chope na praia. Seria um mundo perfeito se as coisas que queremos fazer coincidissem exatamente com o que a sociedade acha importante ser feito. Mas, ai, quem tiraria o lixo, algo necessário, mas que ninguém quer fazer? Muitos sonham trabalhar no terceiro setor porque e o que gostariam de fazer. Esses sonhadores argumentam que trabalhar em projetos sociais, verbalizando essa característica dita por eles definiu-se “Quero ajudar os outros, não quero participar do capitalismo selvagem”.

E uma arrogância intelectual que se ensina nas universidades brasileiras e um insulto aos sapateiros e aos trabalhadores dizer que eles não ajudam os outros. A maioria das pessoas que ajudam os outros os faz de graça.

O “ócio criativo” encontra-se nas pequenas contribuições a sociedade que se materializam sem ser percebido, como os programas de ajuda a humanitários. O sonho brasileiro de receber um salário para “fazer o que gosta”, somente e alcançado por alguns professores de filosofia que podem ler o que gostam em tempo integral.

O que seria de nos se ninguém produzisse sapatos e meias, só porque alguns membros da sociedade só querem “fazer o que gosta”? Pediatras e obstetras atendem às duas horas da manha. Médicos enfermeiros atendem aos sábados e domingos não porque gostam, mas porque tem que ser feito.


Empresas, hospitais, entidades beneficentes estão ai para fazer o que e preciso ser feito, aos sábados, domingos e feriados. Isto e dito aqui em respeito aos altruístas que fazem o que tem ser feito do aos egoístas que só querem “fazer o que gosta”.

Então, teremos de trabalhar em algo que odiamos, condenados a uma vida profissional chata e opressiva? Existe um final feliz. A saída para esse dilema e aprender a gostar do que faz. E isso e mais fácil do que se pensa. Basta fazer seu trabalho com esmero, bem feito. Curta o prazer da excelência, o prazer do estético da qualidade e da perfeição.

Alias isso não e um conselho simplesmente profissional, e um conselho de vida, valem à pena ser bem feito. Viva com esse objetivo. Você poderá não ficar rico, mas será feliz. Provavelmente, nada lhe faltara, porque se paga melhor a aqueles que fazem o trabalho bem feito, do aquele que faz o mínimo necessário.

Se quiser procurar algo, descubra suas habilidades naturais, que permitiram que realizasse seu trabalho com distinção e o colocará a frente do demais. Muitos profissionais odeiam o que fazem, porque não se preparam adequadamente, não estudaram o suficiente, não sabem fazer aquilo que gostam, e ai odeiam o que fazem mal feitos.

Seja sempre um perfeccionista. Já fizemos muitas coisas chatas na vida, mas sempre fazemos questão de fazê-la bem feita. Isso e motivo de criticas, isso demora, vivera brigando com quem e incompetente, reescreva tudo na sua vida e notará o quanto será exigente.

Se você não gosta de seu trabalho, tente faze-lo bem feito. Seja o melhor em sua área, destaque-se pela precisão. Você será aplaudido, valorizado, procurado, e outras portas se abrirão. Comecara a ser ate criativo, inventando coisas novas, e isso e um raro prazer.

Faca seu trabalho mal feito e você odiaram o que faz, odiando a sua empresa, seu patrão, seus colegas, o país e a si mesmo.

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